segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Boa sorte

Você respira fundo, toma coragem e decide que vai. E sua vida adulta de repente se desenha e você percebe que passou a tomar decisões que dependem totalmente de você e todos os riscos são só seus.

Bate um medo sem tamanho.

Mas de repente você fica tão feliz é por isso mesmo. Por sentir-se dona de seus próprios caminhos e de sentir-se responsável pelo que virá de bom e também pelo que virá de ruim. E então você respira mais fundo e diz pra você mesma que tudo irá dar certo.

Então você deixa esse frio na barriga de ansiedade tomar conta e deixa que se espalhe por todo o corpo. E percebe que qualquer mudança vai gerar um desconforto e que é esse desconforto que faz a gente se encher de coragem para ver o que vem pela frente.

E então reza baixinho, dentro de você mesma, para que lhe protejam e lhe ajudem a seguir sempre o melhor caminho.


E daí respira mais fundo ainda, sorri com um mistura de ansiedade, medo, insegurança e vai. E deseja pra você mesma: Boa sorte.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Que venha o amor


Que venha o amor.
Daqueles que desnuda a alma e que perde-se o ar.

Que venha o amor daqueles de perder a razão. De brigas e sexo de reconciliação. Que venha o amor da compreensão e da parceria.

Que venha o amor de risos a toa e suspiros pelos cantos. Que venham todas as borboletas morar no meu estômago. Que venha o amor me deixar as pernas bambas.

Que venha o amor daqueles lotados de cumplicidade. Que venha o amor do seguir em frente. Daqueles que se troca e que se cresce.

Que venha o amor de conversas longas e beijos mais ainda. Que venha daqueles quentes. Daqueles que são livres.

Que venha o amor de filmes e discografias. Amor de domingos, sábados e dias de semana.

Que venha um amor.
Que venha.

sábado, 2 de março de 2013

Eu quero muito



Eu quero diversão. Eu quero disponibilidade. Quero conversas intermináveis. Quero bom gosto e bom trato. Quero sorrisos, elogios. Quero companhias indispensáveis. Quero honestidade. Quero coragem. Quero lealdade.

Quero muito.

Quero bons amigos e cerveja gelada. Quero dançar até os pés doerem. Quero parceria. Quero boa comida e um ombro confortável. Quero barba e cheiro bom.  Quero dar risada. Quero deixar as coisas acontecerem. Quero ver o que vem pela frente.

Quero tudo e mais um pouco.

Quero inverno com dias de sol. Quero sapatilha e samba. Quero guitarras e rock’n roll. Quero flertes. Quero sentir-me desejada. Quero fazer o meu melhor, sempre. Quero passar tardes jogada no sofá. Quero bons filmes. Quero guilty pleasures. Quero família. Quero mesa farta e histórias a serem compartilhadas. Quero beijos envolventes. Quero abraços demorados. 

Quero mais tudo e menos pouco.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ah Rio de Janeiro!

Maio/12

Ah Rio de Janeiro!

Uma semana em suas terras e já rogo a Deus que lhe conserve assim. Como Vinícius a descrevera. 

Não moraria em suas ruas, pois prefiro conservá-la em minhas lembranças como uma cidade que beira a perfeição. Não gostaria de viver os seus problemas de cidade grande. E então possivelmente deixar de amá-la. Deixo isso para a minha fria Curitiba que amo de qualquer maneira.

Gosto desse Rio que mistura arquitetura colonial com prédios ultra modernos.
 
Gosto desse rio democrático de praia e biquíni onde todos são iguais. 

Gosto dos biscoitos Globo! “Salgado, por favor!”

Choro pela beleza irretocável de seus parques.

Gosto desse Rio de vista bonita por todos os cantos. 

Gosto mais ainda da lua que nasce do mar.

Morro por seus sambas e seus poetas.

Gosto dessa mistura de culturas e do sorriso do seu povo.

Ah Deus! Abençoa todo esse Rio de Janeiro!

Uma sala vazia


Recebi um pacote pelo correio. Sem remetente nenhum. Um envelope em branco escrito apenas meu nome. Dentro do envelope estava uma caixinha preta de madeira com uma caveira desenhada da tampa. Uma caveira igual a essas que apareciam nos desenhos animados nas garrafas de veneno, só para mostrar o perigo daquilo. Estava com a madeira desgastada, como se tivesse sido abandonada há algum tempo e tinha um cheiro estranho de mar.

Enchi meu olho de lágrima e comecei a chorar feito uma criança quando abri. Era mesmo aquela caixinha que eu havia me desfeito... Que em um dia qualquer fui à praia e joguei no mar. Mandei pra bem longe a chave daquela sala vazia. 

Tranquei por receio de reviver o que existia ali dentro. Tanto sentimento. Um tanto alegria e um outro tanto de dor. Textos escritos nas paredes, trechos de músicas favoritas rabiscadas no teto e pinturas tristes no chão...

Então um medo enorme preencheu cada pedaço do meu corpo. Medo de abrir aquela sala e notar que de repente tudo ainda estaria ali. Eu tinha certeza que tudo haveria desbotado, mas... E se estivesse ainda tudo confuso e forte ali dentro?

Sentei no chão com a caixa na mão. Deve ter passado uma meia hora, mas juro pareceu uma eternidade. Respirei fundo e me enchi de coragem. Com pernas trêmulas girei a chave. Entrei na sala vazia quase que de olhos fechados, sem querer ver o que me esperava ali. 

Abri os olhos e chorei de volta, mas dessa vez foi de alegria. Consegui respirar direito pela primeira desde que recebi o envelope. A sala parecia como nova (exceto pela poeira). Teto e paredes brancas. E o chão sem nenhuma pintura. Tudo ali estava claro e leve. Limpo. Nem um resquício de passado. Abri as janelas e deixei o sol entrar. 

Virei as costas com um sorriso no rosto e deixei a sala aberta. Porta e janelas escancaradas. Tudo limpo para que eu possa sim pintar o chão de volta caso eu queira. Escrever novos trechos prediletos de novas músicas prediletas e novos textos bonitos. E deixar entrar quem for bem vindo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sobre a chuva



Enquanto eu espero, chove. Você sabe que eu espero faz tempo, mas hoje é a primeira vez que a chuva é minha única companhia.
A rua antes barulhenta, agora tem o som gostoso das rodas dos carros passeando na água. 
A chuva que antes me trazia angústia, agora me faz sentir em casa. A chuva que me deixava irritada, pois limitava os passeios pela rua, agora me faz querer ficar aqui enquanto você não chega.
Me jogo no colchão coberto com o lençol vermelho que faz as vezes de sofá e escrevo.
Escrevo sobre a chuva que limpa a cidade, que acalma os ânimos, que faz o ar mais puro, que deixa os sons da cidade mais bonitos, que amansa o calor insuportável e que me faz tranquila.
Leve o tempo que precisar para chegar, porque a chuva já não me assusta mais.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sobre estranhezas

Para ler ouvindo The Doors!

Quero falar sobre a estranheza das coisas. 


Sobre o quão estranho é calor em Curitiba em julho. Sobre as pessoas estranhas no ônibus, cada um com sua vida e sobre a curiosidade que aqueles rostos me despertam. Sobre o quão estranho, que chega a ser bizarro, pessoas gostarem de Michel Teló e coisas desse tipo. Sobre a estranha mania de pessoas perguntarem tudo mesmo podendo resolver as coisas sozinhas. 


Mas sabe o que acho mais estranho? As pessoas que ultimamente só se relacionarem de maneira vazia. Não querem mais saber quem é quem, mas o quão dura é a bunda daquela garota ou o quão bonito é o abdômen do guri encostado no bar. As mulheres, sua produção e sua falta de amor próprio. Os homens, seu papinho barato e suas metralhadoras. O beijo é apenas pelo beijo, o sexo é apenas pelo sexo. 


Ou será que nessa história toda a estranha sou eu? Que gosto mesmo é de uma boa conversa, conteúdo, criatividade. Que estar com alguém significa a expectativa de um telefonema dali uns dias, de uma cerveja em um bar ou um cinema na semana seguinte. Um beijo trocado é a vontade de ver novamente e não um escape de carência ou necessidade de sentir-me desejada. Mas sim a busca por boa companhia. 


É complicado querer isso em um mundo que as pessoas vivem de maneira muito efêmera. Sentimentos são banais pra caramba e o medo de se relacionar faz todo mundo ser evasivo, raso. Querer aproveitar o que as pessoas podem nos oferecer, querer ver o que vem pela frente é perigoso de mais e então as pessoas não se arriscam. 


Mas me explica que graça tem viver assim? Sem riscos, sem nada! Mas é... Cada vez mais eu percebo que a estranha dessa história sou eu.