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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um amor à distância

Nunca tinha vivido um amor à distância. Achei na verdade que nunca conseguiria. Sempre acreditei que a distância física torna as coisas mornas e distantes de verdade. Que, com o tempo, o assunto termina, as ligações rareiam e os encontros mais ainda.

Porém, conto que estou sendo obrigada a rever todos os meus conceitos definidos há algum tempo. Um amor foi parar a 6 horas de distância. Ok. Convenhamos que nem é tão longe assim, porém impossibilitou o cinema depois do trabalho, a cerveja da sexta-feira e o café em uma tarde a toa.

Antes as comemorações das conquistas eram no bar onde a cerveja estivesse mais gelada, hoje são por telefone. Os problemas são divididos por e-mail e não mais em uma tarde no gramado do museu. As visitas ao flat na cidade que nunca para acontecem sempre que há oportunidade e o bolso permite. E as noites de Empório São Francisco são aproveitadas sempre que conseguimos aquela brecha!


Mas o importante é contar que o tamanho do amor continua igualzinho! Amor por essa menina que me disse uma vez eu fazia falta na vida dela, mas ela não sabia. Que um dia me mostrou o quão importante é ter uma amiga que chega quase a ser irmã. Que é tão cúmplice que em um só olhar as coisas ficam claras.


Essa menina que tem o dia hoje só dela! Por isso esse texto. Para que eu possa desejar do meu jeito um feliz aniversário!

Parabéns Gabi! Obrigada por ter você na minha vida!

domingo, 29 de novembro de 2009

Uma despedida

Que bom que você chegou. Estava mesmo precisando falar com você. Fiz as suas malas... Eu explico. Senta, por favor. É sério... preciso te falar várias coisas. Fiz suas malas para tornar tudo mais fácil. Me deixa falar, depois, se você ainda quiser você toma seu café e assiste ao jornal.

Quero que você vá embora.

Bem... não exatamente isso, quero que você fique na verdade, mas quero que você fique se quiser ficar. Faz tempo que você está aqui, mas...

Eu vivo mil histórias de mentira, histórias de abraços apertados, de músicas e gostos compartilhados. Histórias que se eu tivesse doze anos eu escreveria em meu diário. Mas não. Meu amor por você é mais ou menos assim, infantil, pois nada nele é de verdade. Ele é inteiro imaginado, como os mundos que criamos quando somos crianças.

Não, por favor não me abrace agora. Senta e me deixa falar. Por favor. É importante.

Sabe, eu não quero viver em mundos de mentira. Quero que tudo seja verdade e, se você quiser também, eu te ajudo a desfazer as malas. Mas faz tempo que você está aqui e nada disso é vivido.

Escuta que agora vem o mais importante. Sinceramente, quero que você fique. Mas fique sabendo que não há obrigação que as coisas dêem certo. Como um texto ou um filme, o fim pode ser ruim. Mas nem por isso temos que odiar todo o resto. Sempre ficam trechos interessantes, bonitos a serem lembrados. Por isso, se quiser ficar fique. Pode dar errado no final. Mas de que importa? Pelo menos teremos vivido de verdade.

Não, ainda não é hora de você me abraçar. Não me abrace sem saber se vai ficar.

Sabe, parece que você tomou espaço de mais aqui dentro e me impede de ver o que existe nas janelas. Toda vez que você chega, as cortinas fecham e eu não consigo mais enxergar nada além de você. Por favor. Preciso enxergar as janelas, entende? Preciso deixar de lado minhas ilusões ridículas, entende?

A não ser que você queira tentar viver. Por isso fiz suas malas.

Me da licença. Se sair, deixe sua chave em cima da mesa. Vou fazer um café.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um samba

Eu queria um samba feito só para mim. Um samba daqueles tristes, pois estes são os mais bonitos. Daqueles que enche o peito da gente toda vez que a gente escuta. Um samba que fale sobre um amor não correspondido, de uma briga ou mesmo de uma separação. Um samba que peça perdão e prometa levar flores no café da manhã. Ou que peça pra voltar. Um samba cheio de saudade de momentos que nunca irão existir. Um samba triste que encha os olhos d’água e que arrepie os pelos do braço. Um samba gostoso de dançar de dois, de rosto colado. Mas, que de tão bonito, talvez a vontade seja ficar parado de olhos fechados só pra poder prestar atenção em cada estrofe e cada acorde. Um samba pra perdoar. Um samba tão bonito que seja único. Um samba que de tão bonito dê vontade de escrever sua letra na parede da sala para nunca esquecer de uma só palavra. Um samba tocado com flauta, cavaquinho e violão. Um samba que fale de amor. Um samba meu, um samba feito só pra mim.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu te amo e é de graça


Não, meu amor nunca custou um centavo. Mas muitas vezes eu posso dizer por que amo ou quando comecei a amar. E dizer que te amo de graça é dizer que não tenho claros os motivos pra te amar. Amo simplesmente pelo fato de amar.

Eu te amo de graça, por coisa alguma.

Não sei se foi nas cervejas tomadas, nas risadas sem fim, nas confissões trocadas, nas músicas que dançamos ou se foi no cachorro quente de madrugada. Nos recados trocados, nos sorrisos de cumplicidade, nos olhares que não precisam de legenda ou nas coisas que discordamos.

Não sei se foi nas ajudas prestadas, nas broncas dadas, nos abraços de tristeza ou se foi na ressaca no dia seguinte. Nos atrasos, nos furos, nas loucuras compartilhadas, nos shows que assistimos ou nos cafés tomados.

A verdade é que eu te amo e é de graça, por graça, por coisa alguma e por tudo.

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Para elas, meus amores, minhas amigas.