- Bom dia! Tudo bem?
- Tudo em ordem! E a senhorita?
- Tudo bem também! Me diga uma coisa, o que tem de bom hoje?
- Hoje eu recomendo o Recalque viu? Tá saindo super bem!
- É mesmo? Não gosto muito não... Não vi Atitude no cardápio... Não tem?
- Ah moça, é que a atitude tá vindo ruim, viu? Tão feia e tão pouquinha que não dá nem para um caldo...
- Ai que pena... Atitude que vocês servem aqui é sempre muito boa.
- É... O pessoal tem reclamado, mas parece que Atitude tá acabando no mercado...
- Mas além do Recalque, o que mais você recomenda?
- Hoje a Mentira tá bem bonita e a Fugacidade também tá bem gostosa...
- Hum... Honestidade também não tem?
- A gente tirou do cardápio... tava saindo muito pouco...
- Ai... quer saber, me dá uma porção de sossego então.
- Alguma bebida p/ acompanhar?
- Uma dose de paciência, por favor.
domingo, 23 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Amar la trama
Esses dias parei para pensar no que no que eu queria para 2011. A resposta veio na viagem de ida para a Ilha do Mel.
Ouvi no trajeto o último CD do Jorge Drexler. Entre todas as músicas do álbum, tenho duas favoritas, uma delas é “La trama y el desenlace”. O tema é um casal que anda com as mãos nas respectivas cinturas e a sincronia destes dois amantes. Um passeio simples, uma trama, um enredo, que pode antecipar qualquer coisa. Beijo, sexo e/ou até uma briga. O que quer que venha depois.
E conclui que o que quero para 2011 são enredos, tramas, mais que fim das coisas. A ansiedade, o frio na barriga, o desenrolar, as etapas que antecipam os fins. E confesso que não quero isso só no amor não. O tesão da vida, na minha opinião, está em conquistar e aproveitar cada segundo que antecede.
Por isso, tomo como minhas as palavras do meu uruguaio favorito: amar la trama más que al desenlace. Minha meta e meus votos para esse ano que começa.
Ouvi no trajeto o último CD do Jorge Drexler. Entre todas as músicas do álbum, tenho duas favoritas, uma delas é “La trama y el desenlace”. O tema é um casal que anda com as mãos nas respectivas cinturas e a sincronia destes dois amantes. Um passeio simples, uma trama, um enredo, que pode antecipar qualquer coisa. Beijo, sexo e/ou até uma briga. O que quer que venha depois.
E conclui que o que quero para 2011 são enredos, tramas, mais que fim das coisas. A ansiedade, o frio na barriga, o desenrolar, as etapas que antecipam os fins. E confesso que não quero isso só no amor não. O tesão da vida, na minha opinião, está em conquistar e aproveitar cada segundo que antecede.
Por isso, tomo como minhas as palavras do meu uruguaio favorito: amar la trama más que al desenlace. Minha meta e meus votos para esse ano que começa.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Sobre família
Primeira taça de vinho. Crepe de strogonoff.
Sempre gostei de pessoas com comentários ácidos. Pessoas com humor negro. Até um pouco de cinismo. Por isso escolhi aquela mesa. Dois casais. Um primo, uma prima e seus respectivos cônjuges. A conversa girava em torno de um recém-chegado na família cujo gosto pelo trabalho não era uma de suas qualidades. Eu, como ainda não conheço sujeito, não pude opinar. Apenas ouvi os apelidos e as histórias sobre o moço. Família tem dessas coisas – pelo menos a minha - exige dos recém-chegados os comportamentos da maioria da família. Sendo um pouco diferente a aceitação fica mais complicada (às vezes até impossível).
Segundo crepe. Quatro queijos.
O assunto agora girava em torno do primo que acabara de chegar à mesa. Uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Melhor, o assunto era sobre ele e seu gosto duvidoso por bebidas. Assunto este que nos fez inclusive questionar sua masculinidade. Disseram: “caipirinha de morango com saquê é bebida de travesti”. Ri. Quis acrescentar que só faltava dizer que preferia com adoçante. Preferi apenas rir.
Segunda taça de vinho. Uma parada estratégica em outra mesa para um beijo na careca do meu pai e um cheiro na minha mãe. Terceiro crepe. Camarão.
A esta altura o assunto passou a ser trabalho. Vendas dos empreendimentos, velocidade de vendas e coisas de uma família que trabalha com mercado imobiliário. Passamos pelas férias que serão curtas em virtude da quantidade de negócios a acontecer. Para onde iremos no ano novo e o que cada família irá fazer com o pouco tempo que cada um terá. Planos para a festa de natal. Neste momento as crianças acabaram de comer. Me olharam e sorriram com aquela inocência e ansiedade que só crianças tem e me intimaram a brincar. Negociei: “termino a taça de vinho e em seguida vou”. O menino saiu. As duas meninas contavam os goles e comemoravam cada vez que o fim ficava mais próximo. Lá fui eu. Veio logo atrás a minha sobrinha que decidira brincar junto. Junta a criança no colo, corre atrás de uma, corre atrás de outra, ajeita a criança no colo, sobe escada, desce escada, ajeita a criança no colo, passa embaixo da mesa, faz cócegas em um, beija e aperta o outro. “Janaina deveria abrir uma creche”. Não, não deveria não.
Terceira taça de vinho, um copo d’água e o último crepe. Repeti o de camarão.
Sentei novamente na mesa. Cansada e ofegante. Já tinha aumentado o número de pessoas sentadas por ali. A tia que havia ficado sozinha em uma mesa próxima veio ficar perto. Minha irmã também apareceu e mais um primo que chegara tarde, pois sua loja fecha após as 21 horas. O assunto já havia dispersado. A cada três o assunto era diferente. Uns falavam de trabalho, outros dos filhos e a escola que irão no próximo ano, outros das mudanças que o ano havia implicado na vida. Todos com um ar de ano terminando. Alguns começam a ir embora. A sobrinha vem para meu colo chupando um pirulito azul. A criança era puro açúcar e vira o assunto de todos por uns minutos. A atenção dispersa mais uma vez. Ela vai embora com a minha mãe e depois de uns minutos vou embora com meu pai para deixar minha irmã na casa dela.
Um copo d’água. Antes de dormir.
O vinho me deu um sono gostoso e tudo que desejei no carro era minha cama. Cheguei, dei um último beijo da minha sobrinha que já dormia. Bebi um copo d’água e fui deitar. A sensação era incrível. Não só pela moleza do vinho, mas pela delícia de noite. Pensei: “minha família é foda”. Dormi. Um sono pesado, profundo.
Sempre gostei de pessoas com comentários ácidos. Pessoas com humor negro. Até um pouco de cinismo. Por isso escolhi aquela mesa. Dois casais. Um primo, uma prima e seus respectivos cônjuges. A conversa girava em torno de um recém-chegado na família cujo gosto pelo trabalho não era uma de suas qualidades. Eu, como ainda não conheço sujeito, não pude opinar. Apenas ouvi os apelidos e as histórias sobre o moço. Família tem dessas coisas – pelo menos a minha - exige dos recém-chegados os comportamentos da maioria da família. Sendo um pouco diferente a aceitação fica mais complicada (às vezes até impossível).
Segundo crepe. Quatro queijos.
O assunto agora girava em torno do primo que acabara de chegar à mesa. Uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Melhor, o assunto era sobre ele e seu gosto duvidoso por bebidas. Assunto este que nos fez inclusive questionar sua masculinidade. Disseram: “caipirinha de morango com saquê é bebida de travesti”. Ri. Quis acrescentar que só faltava dizer que preferia com adoçante. Preferi apenas rir.
Segunda taça de vinho. Uma parada estratégica em outra mesa para um beijo na careca do meu pai e um cheiro na minha mãe. Terceiro crepe. Camarão.
A esta altura o assunto passou a ser trabalho. Vendas dos empreendimentos, velocidade de vendas e coisas de uma família que trabalha com mercado imobiliário. Passamos pelas férias que serão curtas em virtude da quantidade de negócios a acontecer. Para onde iremos no ano novo e o que cada família irá fazer com o pouco tempo que cada um terá. Planos para a festa de natal. Neste momento as crianças acabaram de comer. Me olharam e sorriram com aquela inocência e ansiedade que só crianças tem e me intimaram a brincar. Negociei: “termino a taça de vinho e em seguida vou”. O menino saiu. As duas meninas contavam os goles e comemoravam cada vez que o fim ficava mais próximo. Lá fui eu. Veio logo atrás a minha sobrinha que decidira brincar junto. Junta a criança no colo, corre atrás de uma, corre atrás de outra, ajeita a criança no colo, sobe escada, desce escada, ajeita a criança no colo, passa embaixo da mesa, faz cócegas em um, beija e aperta o outro. “Janaina deveria abrir uma creche”. Não, não deveria não.
Terceira taça de vinho, um copo d’água e o último crepe. Repeti o de camarão.
Sentei novamente na mesa. Cansada e ofegante. Já tinha aumentado o número de pessoas sentadas por ali. A tia que havia ficado sozinha em uma mesa próxima veio ficar perto. Minha irmã também apareceu e mais um primo que chegara tarde, pois sua loja fecha após as 21 horas. O assunto já havia dispersado. A cada três o assunto era diferente. Uns falavam de trabalho, outros dos filhos e a escola que irão no próximo ano, outros das mudanças que o ano havia implicado na vida. Todos com um ar de ano terminando. Alguns começam a ir embora. A sobrinha vem para meu colo chupando um pirulito azul. A criança era puro açúcar e vira o assunto de todos por uns minutos. A atenção dispersa mais uma vez. Ela vai embora com a minha mãe e depois de uns minutos vou embora com meu pai para deixar minha irmã na casa dela.
Um copo d’água. Antes de dormir.
O vinho me deu um sono gostoso e tudo que desejei no carro era minha cama. Cheguei, dei um último beijo da minha sobrinha que já dormia. Bebi um copo d’água e fui deitar. A sensação era incrível. Não só pela moleza do vinho, mas pela delícia de noite. Pensei: “minha família é foda”. Dormi. Um sono pesado, profundo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Desencaixe
Era um fim de semana atípico em Curitiba. Muito sol e muito calor. Estranho, pois Curitiba geralmente não fica feliz quando os fins de semana chegam. Ela fecha a cara, esconde o céu azul com inúmeras nuvens cinza e às vezes ainda resolve molhar o povo da cidade. Como se ela não gostasse de folga de trabalho.
Mas como ia dizendo, era um fim de semana de sol. E, apesar da menina gosta de dias azuis, tudo parecia estar fora do lugar. Naquele sábado parecia que tudo era pequeno de mais, que o sapato apertava, que o povo falava muito e que tudo pesava quinze vezes quilos a mais. Um sábado à tarde com uma constante sensação de desencaixe. De que o mundo não era dela. Talvez pelo sol estranho na cidade cinza ou por coisas que ela deixou de entender.
Mas ela quis sair correndo da praça lotada e gritar no meio da rua. Fazer o tempo parar para que, quem sabe, ela encontrasse outra vez um espaço do tamanho dela, sair dali sem ninguém perceber. Ou então poder fingir ser outra pessoa, dar uma de louca, deitar no meio da grama, tirar a roupa ou ser invisível. Já que não de encaixava ali mesmo, por que não ser realmente excêntrico? Mas a garota é contida.
Conversou com as pessoas, obedeceu quando disseram para ela ficar. Bebeu quando disseram que era para beber e saiu quando disseram que era para sair.
Infelizmente nada daquilo fez sentido. Ela foi dormir.
Domingo veio. Outro dia azul na capital cinzenta. Surgiu o convite para o samba. Como antes, ela foi onde disseram que ela deveria ir. Dessa vez não bebeu quando disseram para beber. Não dançou quando disseram que era para dançar.
Dançou apenas quando ela quis. Comeu e bebeu apenas o que ela quis e quando ela quis. E o mundo aos poucos voltou a fazer sentido. Aqueles rostos tão familiares e tão de sempre fizeram o mundo achar mais uma vez um espaço onde ela coubesse, onde as coisas tivessem o peso real e o sapato tivesse o tamanho certo.
Um sorriso de criança pela manhã, o passeio pela rua, o papo no sofá, a canga na grama no fim da tarde, a bolinha de sabão, a cerveja não tão gelada seguida pela cerveja bem gelada e as conversas com aquelas que faziam falta. O fim de semana acabou e a sensação de desencaixe foi-se embora. A menina se deu conta que ela não gosta de gente, mas gosta sim da sua gente. Da gente de tempos antigos e da gente de novos tempos. Daquela gente que faz o mundo dela ser do jeitinho que é.
Mas como ia dizendo, era um fim de semana de sol. E, apesar da menina gosta de dias azuis, tudo parecia estar fora do lugar. Naquele sábado parecia que tudo era pequeno de mais, que o sapato apertava, que o povo falava muito e que tudo pesava quinze vezes quilos a mais. Um sábado à tarde com uma constante sensação de desencaixe. De que o mundo não era dela. Talvez pelo sol estranho na cidade cinza ou por coisas que ela deixou de entender.
Mas ela quis sair correndo da praça lotada e gritar no meio da rua. Fazer o tempo parar para que, quem sabe, ela encontrasse outra vez um espaço do tamanho dela, sair dali sem ninguém perceber. Ou então poder fingir ser outra pessoa, dar uma de louca, deitar no meio da grama, tirar a roupa ou ser invisível. Já que não de encaixava ali mesmo, por que não ser realmente excêntrico? Mas a garota é contida.
Conversou com as pessoas, obedeceu quando disseram para ela ficar. Bebeu quando disseram que era para beber e saiu quando disseram que era para sair.
Infelizmente nada daquilo fez sentido. Ela foi dormir.
Domingo veio. Outro dia azul na capital cinzenta. Surgiu o convite para o samba. Como antes, ela foi onde disseram que ela deveria ir. Dessa vez não bebeu quando disseram para beber. Não dançou quando disseram que era para dançar.
Dançou apenas quando ela quis. Comeu e bebeu apenas o que ela quis e quando ela quis. E o mundo aos poucos voltou a fazer sentido. Aqueles rostos tão familiares e tão de sempre fizeram o mundo achar mais uma vez um espaço onde ela coubesse, onde as coisas tivessem o peso real e o sapato tivesse o tamanho certo.
Um sorriso de criança pela manhã, o passeio pela rua, o papo no sofá, a canga na grama no fim da tarde, a bolinha de sabão, a cerveja não tão gelada seguida pela cerveja bem gelada e as conversas com aquelas que faziam falta. O fim de semana acabou e a sensação de desencaixe foi-se embora. A menina se deu conta que ela não gosta de gente, mas gosta sim da sua gente. Da gente de tempos antigos e da gente de novos tempos. Daquela gente que faz o mundo dela ser do jeitinho que é.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Feita de Pano
- Sabe de uma coisa? Você parece aquela personagem do Sítio...
- Qual? A Narizinho? Me diziam isso quando eu era criança.
- Não... Não é a Narizinho. Está mais para aquela boneca, feita de pano.
- Emília! É mesmo? Por quê?
- Acho que bonecas de pano não têm coração. Você faz bem o papel.
- Até faz sentido. Larguei mão de ser narizinho para ser boneca de pano e deixei de ter coração.
- E por que isso?
- Coração dói, incomoda, aperta. Preferi trocar por um fígado. Na atual conjuntura, era o melhor que poderia ter feito.
- Mas e um coração não faz falta?
- Não tem feito não, sabia? Quando fizer, procuro por algum no mercado negro. Sempre tem um perdido por aí, precisando de uma casa nova. Alguém a procura de um fígado a mais. Faço uma nova troca quando precisar...
- E me diz... Onde mesmo que você trocou o seu?
- Qual? A Narizinho? Me diziam isso quando eu era criança.
- Não... Não é a Narizinho. Está mais para aquela boneca, feita de pano.
- Emília! É mesmo? Por quê?
- Acho que bonecas de pano não têm coração. Você faz bem o papel.
- Até faz sentido. Larguei mão de ser narizinho para ser boneca de pano e deixei de ter coração.
- E por que isso?
- Coração dói, incomoda, aperta. Preferi trocar por um fígado. Na atual conjuntura, era o melhor que poderia ter feito.
- Mas e um coração não faz falta?
- Não tem feito não, sabia? Quando fizer, procuro por algum no mercado negro. Sempre tem um perdido por aí, precisando de uma casa nova. Alguém a procura de um fígado a mais. Faço uma nova troca quando precisar...
- E me diz... Onde mesmo que você trocou o seu?
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Uma carta ao futuro
Pensei três dias em você. Achei que seriam três dias de abstração total. Mas não. Confesso que alguns pensamentos do passado também apareceram.
Desculpa, mas é inevitável.
Ouvindo alguém tocar, voltei alguns meses atrás e me perguntei pela centésima vez “porque não der certo?”. Eu sei que não devia ter esse tipo de pensamento idiota. Mas me perdoa por me questionar de vez em quando. O passado apareceu também pela lembrança de uma outra viagem e um outro show. Fica tranquilo, pois este pensamento não me afligiu. Só pensei em coisas boas de um ano atrás. Coisas boas que ficam hoje somente como a memória de um segredo gostoso e uma amizade sincera.
Mas você iria ficar feliz em ver como eu me diverti. Hoje lhe escrevo com as pernas doídas e os olhos pesados. As costas também deixam a desejar pela noite (mal)dormida no ônibus.
O Pixies no palco e meu corpo simplesmente não conseguia ficar parado. Hey começou a tocar e meu coração quase veio parar na boca! Antes disso o Queens Of The Stone Age me fez fechar os olhos e cantar No One Knows como se estivesse sozinha no meu quarto (talvez isso você não gostasse, afinal sabemos que afinação não é meu forte). Ainda teve Incubus, Kings Of Leon, Sublime, Regina Spektor, Joss Stone... Merecem uma menção honrosa os irmãos Cavalera e a vontade que tive de gritar intensamente enquanto eles tocavam. E claro, toda a pancadaria (e os roxos pelo corpo) do show Rage Against The Machine.
Juro que você ficaria orgulhoso do meu desprendimento, das risadas infindáveis e da falta de seriedade. É um passo para lhe encontrar. Sei que você me chamaria atenção pelo alto nível de distração. Não brigue comigo, mas ando sem paciência para prestar atenção nas coisas. Talvez tenha deixado passar algumas oportunidades de você fazer-se presente, mas enquanto isso você continua por ai. Queria lhe pedir apenas que chegue ao seu tempo, que não tenha pressa, pois o presente tem me feito muito bem!
Até logo!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Um amor à distância
Nunca tinha vivido um amor à distância. Achei na verdade que nunca conseguiria. Sempre acreditei que a distância física torna as coisas mornas e distantes de verdade. Que, com o tempo, o assunto termina, as ligações rareiam e os encontros mais ainda.
Porém, conto que estou sendo obrigada a rever todos os meus conceitos definidos há algum tempo. Um amor foi parar a 6 horas de distância. Ok. Convenhamos que nem é tão longe assim, porém impossibilitou o cinema depois do trabalho, a cerveja da sexta-feira e o café em uma tarde a toa.
Antes as comemorações das conquistas eram no bar onde a cerveja estivesse mais gelada, hoje são por telefone. Os problemas são divididos por e-mail e não mais em uma tarde no gramado do museu. As visitas ao flat na cidade que nunca para acontecem sempre que há oportunidade e o bolso permite. E as noites de Empório São Francisco são aproveitadas sempre que conseguimos aquela brecha!
Mas o importante é contar que o tamanho do amor continua igualzinho! Amor por essa menina que me disse uma vez eu fazia falta na vida dela, mas ela não sabia. Que um dia me mostrou o quão importante é ter uma amiga que chega quase a ser irmã. Que é tão cúmplice que em um só olhar as coisas ficam claras.
Essa menina que tem o dia hoje só dela! Por isso esse texto. Para que eu possa desejar do meu jeito um feliz aniversário!
Parabéns Gabi! Obrigada por ter você na minha vida!
Porém, conto que estou sendo obrigada a rever todos os meus conceitos definidos há algum tempo. Um amor foi parar a 6 horas de distância. Ok. Convenhamos que nem é tão longe assim, porém impossibilitou o cinema depois do trabalho, a cerveja da sexta-feira e o café em uma tarde a toa.
Antes as comemorações das conquistas eram no bar onde a cerveja estivesse mais gelada, hoje são por telefone. Os problemas são divididos por e-mail e não mais em uma tarde no gramado do museu. As visitas ao flat na cidade que nunca para acontecem sempre que há oportunidade e o bolso permite. E as noites de Empório São Francisco são aproveitadas sempre que conseguimos aquela brecha!
Mas o importante é contar que o tamanho do amor continua igualzinho! Amor por essa menina que me disse uma vez eu fazia falta na vida dela, mas ela não sabia. Que um dia me mostrou o quão importante é ter uma amiga que chega quase a ser irmã. Que é tão cúmplice que em um só olhar as coisas ficam claras.

Essa menina que tem o dia hoje só dela! Por isso esse texto. Para que eu possa desejar do meu jeito um feliz aniversário!
Parabéns Gabi! Obrigada por ter você na minha vida!
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